História

           Foto 062

A idéia da fundação da Academia Pernambucana de Ciências – APC – nasceu, basicamente, do programa “O Grande Júri”, criado, produzido e apresentado por Valter da Rosa Borges, na TV Universitária Canal 11, da Universidade Federal de Pernambuco, no período de 1968 a 1981 e que reunia semanalmente os expoentes da intelectualidade pernambucana, debatendo temas científicos, filosóficos, artísticos e religiosos.

          O êxito do programa, que alcançou todas as classes sociais, motivou Valter da Rosa Borges a fundar uma instituição científica que, como sucedâneo de “O Grande Júri”, tivesse uma amplitude maior e congregasse permanentemente personalidades de destaque nas mais diversas áreas do conhecimento científico. Ele levou a proposta aos mais assíduos participantes de “O Grande Júri” e a outras pessoas de prestígio científico e cultural, muitas das quais a ela aderiram. Assim, no dia 7 de janeiro de 1978, às 16 horas, na sede do Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas – IPPP -, na rua da Concórdia, 372, salas 46/47, bairro de São José, foi fundada a Academia Pernambucana de Ciências, constituída de trinta e quatro (34) sócios: Valter da Rosa Borges, Nélson Chaves, Aluízio Bezerra Coutinho, Oswaldo Gonçalves Lima, João de Vasconcelos Sobrinho, Orlando Parahym, Berguedoff Elliot, Amaro Quintas, Pe. Nércio Rodrigues, Áureo Bispo Santos, Ivo Cyro Caruso, Reynaldo Rosa Borges de Oliveira, Roberto Oliveira de Aguiar, Geraldo Mariz, Luiz Pinto Ferreira, José Xavier Pessoa de Moraes, Ozita de Moraes Pinto Ferreira, Oswaldo Santos de Melo, Aloízio de Melo Xavier, Aécio Campelo de Souza, Paulo de Albuquerque Jungman, Édison Duarte de Souza, Walter Wanderley Barros, Fidias Teles, Roberto Mauro Cortez Motta, Ayrton Fernandes da Costa, José Lourenço de Lima, Sebastião Vilanova, Othon Bastos Filho, João Beltrão Neto, Francisco Ivo Dantas Cavalcanti, Wandick Nóbrega de Araújo, Geraldo Pereira de Arruda e Atílio Dall’Olio. Valter da Rosa Borges, primeiro presidente da Academia, exerceu esse cargo em três mandatos. Nos anos subseqüentes, a Academia Pernambucana de Ciência ampliou seu quadro com o ingresso dos sócios efetivos: Manoel Correia de Andrade, Edjéce Martins Ferreira, Fernando Pio dos Santos, José Rafael de Menezes, Flávio Guerra, Humberto Carneiro, Dárdano de Andrade Lima, Everardo da Cunha Luna, Geraldo da Costa Barros Muniz, Hélio Bezerra Coutinho, José Barbosa de Oliveira Filho, José Pereira Leite, Júlio de Carvalho Fernandes, Leonardo Valadares de Sá Barreto Sampaio, Liana Barroso Fernandes, Luiz Siqueira Carneiro, Mário de Andrade Lira, Mário Bezerra de Carvalho, Nicolino Limongi, Romero Marinho de Moura, Vanildo Campos Bezerra Cavalcante, Waldemir Soares Miranda, Everardo Valadares de Sá Barreto e Rinaldo Azevedo, Geraldo Marques Fernandes, Nélio Cavalcanti de Lima, Geraldo Machado Fonsêca Lima, Alcides Nóbrega Sial, Lamartine de Holanda Júnior, Aroldo Alves de Melo e Renan Monteiro Soares, Adonis Reis Lira de Carvalho, André Freire Furtado, Armando de Albuquerque Souto Maior, Geraldo Lafayette Bezerra, Hélio Teixeira Coelho, Jaime de Azevedo Gusmão Filho, Jaime Cavalcanti Diniz, Jayme Cesar Figueirêdo, Jamesson Ângelo Ferreira Lima, Jônio Santos Pereira de Lemos, Ricardo Jorge Lôbo Maranhão e Waldênio Florêncio Porto, Célio França Spinelli, Clóvis de Vasconcelos Cavalcanti, Fernando Menezes Campello de Souza, Reginaldo Muniz Barreto e Sylvio José Barreto da Rocha Ferreira, Carlos Roberto Ribeiro de Moraes, Paulo Fernando de Vasconcelos Limonji, Luiz Gonzaga Gomes Lira, Ruy dos Santos Pereira, Antônio Cesário de Melo, José Arraes Primo, Marília Fragoso Medeiros e Vasques, Murilo Ramos Pinto, Rilton Rodrigues da Silva, Waldecy Fernandes Pinto, Maria Ladjane Bandeira Lira, Badogílio Rodrigues Maciel, Carlos Eugênio Gantois, Érico Iglésias Cavalcanti Melo, Erivam Félix Vieira, Everaldo Moreira Veras, Pe. Ferdinand Azevedo, Fernando Gonçalves, Francisco Eduardo Bezerra de A. Lima, Guaracy Lyra da Fonsêca, Jalmir Freire Brelaz de Castro, José Roberto de Melo, Luiz Carlos Oliveira Diniz, Margarida Maria Félix da Silva, Mauro Carneiro Assis do Rego, Reginaldo Cordeiro do Nascimento, Ronaldo Dantas Lins Filgueira, Waldemir Oliveira Lins, Fernando Jorge Simão dos Santos Figueira, Amaro Geraldo de Barros, Fernando Antônio Domingos Lins, Gabriel Antônio Duarte Ribeiro, George Chaves Jimenez, Guilherme Montenegro Abath, José Mário Alves Carneiro, Lúcia Maria Lyra Gomes, Rômulo Maciel, Sebastião de Araújo Barreto Campello e Sydia Maria Queiroz de Albuquerque Maranhão, Miguel John Zumaeta Doherty, Silvino Alves da Silva Neto, Florismundo Marques Lins Sobrinho, Franklin Gomes Pinto, José Luiz Mota Menezes, Romildo Cordeiro Pessoa e Ziul Moura Soares, Geraldo Marques Pereira, Gilson Edmar Gonçalves e Silva, Neide Dornelas Câmara, Ricardo Eugênio Varela Ayres de Melo. Éfrem Maranhão, José Antônio Aleixo da Silva, José Lemos Muniz Cruz, José Medeiros Machado, Josué Mussalém, Ricardo Ferreira, Sara Riwka Erlich, Aluízio de Melo Xavier, Antônio Carlos Pavão, Edrízio Barbosa Pinto, Gilberto Fernandes de Sá, Ivon Pereira Fittipaldi, Jônas Ângelo Ferreira Lima, José Thadeu Pinheiro, Merval Jurema Filho, Paulo Faltay, Pedro Paulo Araújo e Simone Genes Kitover.

          Alguns dos sócios fundadores e efetivos já faleceram, mas o número de associados já ultrapassou uma centena.

          Em 1996, o Deputado Geraldo Barbosa apresentou à Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco, um projeto para reconhecê-la como de Utilidade Pública Estadual. O projeto foi aprovado e se transformou na Lei 11.345, de 14 de maio de 1996.

          Ainda em 1996, a Academia Pernambucana de Ciência e a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco – FIESP-, representadas respectivamente pelo então presidente Valter da Rosa Borges e Armando Monteiro Neto, assinaram um convênio de parceria com a finalidade de elaborar um programa de desenvolvimento econômico e cientifico para o nosso Estado.

          Em 1997, a Academia passou a realizar as sessões culturais, no primeiro sábado de cada mês, no auditório do Centro de Teologia e Ciências Humanas (CTCH), da Universidade Católica de Pernambuco, na rua do Príncipe, 526, bairro da Boa Vista, onde continua até hoje.

          Sem dispor de qualquer tipo de ajuda governamental ou legislativa, a Academia vive do pagamento da anualidade de seus sócios e conta com o apoio de instituições como o Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas e a Universidade Católica de Pernambuco, no empréstimo de espaço e instalações para as suas sessões administrativas e culturais. Mantém ainda fortes vínculos com a Universidade Federal de Pernambuco e a Universidade Federal Rural de Pernambuco, instituições as quais pertencem vários de seus acadêmicos.

          Um dos mais antigos projetos da Academia, a publicação de seu Anuário, não foi concretizado, até a presente data em virtude das dificuldades financeiras para a sua edição, e porque o governo e o empresariado ainda não se conscientizaram da importância das sociedades culturais, científicas e educativas para o futuro do país.

          Pioneiramente, a Academia Pernambucana de Ciências, desde a sua fundação, é constituída de cientistas das áreas de ciências da natureza e de ciências humanas e sociais. Só recentemente a Academia Brasileira de Ciência passou a admitir, em seus quadros, os cientistas de ciências humanas e sociais. A Academia Pernambucana de Ciência, por sua natureza multidisciplinar, postula que o conhecimento não deve ser partilhado apenas entre profissionais de uma mesma área acadêmica, mas também entre os demais cientistas, e que seja levado à comunidade para que dele também se beneficie, melhorando a sua qualidade de vida. Por isso, as suas movimentadas reuniões culturais, realizadas no primeiro sábado de cada mês, são abertas ao público em geral. Procurando renovar o quadro de associados foram admitidos em 29.05.2002 os professores: Amaury Pereira da Silva, Beda Barkokebas Junior, Geraldo Vasconcelos Filho, Mauro Carneiro dos Santos, Moises Wolfenton, Nilzardo Carneiro Leão, Paulo Fernando Burgos e Valmar Correia de Andrade.